Sobre indies point and click

Engraçado, nem me lembro como fiquei sabendo da Summer Sale / Liquidação de Férias do Steam, mas desde que comecei a ler artigos e acompanhar a ansiedade generalizada mais de perto, entrei na onda da espera também. Na verdade, eu até já “participei” de outras liquidações, mas sempre foi algo por acaso. Achei interessante isso ter se tornado um verdadeiro evento e as pessoas contarem os dias para o início da SS, alguns até chegando ao ponto de criar teorias da conspiração a respeito do relativo atraso desse ano. Em meio a tanta expectativa, acabei ficando a mercê deste mesmo espírito, e comecei a planejar minhas próprias compras também; agora que virei adepta do tal PC gaming, boa parte da minha coleção se baseia na plataforma Steam; é prática, em geral funciona e é fácil (talvez fácil até demais) conseguir novos excelentes jogos.

O estrago foi grande, mas valeu a pena. Ultimamente ando atrás de indie games ou de outros títulos um pouco fora do comum. Claro que não ignorei Portal 2 e outros do calibre, mas também arranjei alguns pequenos jogos fantásticos.

Samorost 1

Samorost 1.

Samorost 1

Samorost 1.

Um estúdio que me agrada imensamente é o Amanita Design, responsável pelo Samorost 1&2, que virou hit alguns anos atrás. Os jogos de aventura (point and click) acabaram por me engajar bem mais do que eu imaginava! É tudo uma questão de atmosfera; enquanto certos AAA games (ex: Dragon Age II) simplesmente não conseguem atingir a ilusão de imersão, muitos títulos menores como esses ganham de lavada. Machinarium, também do Amanita, é simplesmente lindo em todos os sentidos; visualmente, cada cenário é super bem trabalhado; o som me fez adquirir a trilha sonora; até os visuais para as páginas de dicas são sensacionais! O próximo deles da minha lista é o Botanicula, que ainda preciso terminar.

Machinarium

Machinarium. Uma das minhas salas preferidas deste jogo!

Machinarium

Machinarium: a música desta banda de robôs é demais.

Botanicula

Botanicula

Botanicula

Botanicula

Um outro point and click adventure que está sendo lançado em capítulos é o The Dream Machine, que tem o visual feito inteiramente de argila, e o resultado é incrível. Terminei o terceiro capítulo hoje e mal posso esperar pelos dois últimos. Para mim, o grande destaque dos primeiros capítulos é justamente a fuga dos tropes convencionais desse tipo de jogo: o personagem principal não precisa combinar itens irrelevantes nem resolver quebra-cabeças que não fazem sentido; ele cria uma mesa arrastando uma das caixa de mudança, vai buscar a chave extra de seu novo apartamento com o zelador. Tudo isso em uma atmosfera de incerteza e paranoia, aumentada pelos desenho dos personagens, que são em parte perturbadores em sua estilização. Há comentários e falas que fazem sentido, e as opções são variadas; eu ri quando, em um momento de pura distração, decidi ver o que aconteceria ao combinar o cabide com o gancho para toalhas. A resposta foi: “Hanger-on-hanger is my favorite type of household item porn“. Mas é isso mesmo: este jogo tem até opções de diálogo a la Dragon Age: Origins. No terceiro capítulo, essa função infelizmente virou mais um veículo de infodump do que outra coisa, mas muitos diálogos interessantes ainda aconteceram. Tendo em vista que The Dream Machine ainda não foi finalizado, é um pouco difícil recomendá-lo, mas se esse tipo de visual e jogo te agrada, esse sem dúvida é um título que eu não perderia. Os criadores mantêm um blog interessante sobre a produção do The Dream Machine, confira!

The Dream Machine

The Dream Machine.

The Dream Machine

The Dream Machine.

The Dream Machine

The Dream Machine

Talvez por eu estar um pouco melhor treinada para análises e percepções visuais, sinto uma grande importância na estética do jogo (e não necessariamente bons gráficos). Ainda tenho outras coisas a dizer sobre outros jogos, então vou tentar manter o ritmo por aqui. Até!

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  1. Pingback: Fundo do poço | designiana

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