Shelter

Basta ver as telas acima para perceber logo de cara que Shelter é um típico jogo independente, e como boa parte dessa nova leva de indies, ele é uma experiência muito interessante que não dura muito tempo, mas deixa uma longa impressão.

Em Shelter, você controla uma mãe texugo com cinco filhotes em busca de um novo abrigo. A história e a jogabilidade se resumem a esta simples premissa: você deve procurar alimento para os pequenos, ficar de olho nos texuguinhos e prestar atenção ao seu redor.

O BOM O visual é lindo: o mundo inteiro é concebido a partir de texturas que criam um efeito de camuflagem que de fato se vê em uma floresta de verdade, mas sem sacrificar a direção de arte e o conceito do jogo. Isto combinado à trilha sonora reduzida cria uma atmosfera muito interessante, chegando a ser tensa de verdade em certos momentos. Os texugos são fofos e cada um dos filhotes têm uma pelagem diferente, o que facilita a sua identificação, permitindo também que o jogador faça uma associação com cada um deles. Eu por exemplo tinha uma preferência completamente arbitrária por um dos filhotes, que parecia ser o mais lerdo na hora de pegar a comida. Tomei cuidado em alimentar todos por igual. Sempre fazia a mãe grunhir e esperava a resposta de todos os cinco atrás dela. Girava a câmera a todo momento para contar os bichinhos que me seguiam. Shelter é muito único em relação aos outros jogos disponíveis no mercado. Ele é curto, mas não há encheção nem gordura extra, o que considero muito positivo. Não espere alta dificuldade nem puzzles: este é um jogo contemplativo com momentos de tensão e ansiedade genuínos, dependendo da afeição que você sentir pelos filhotinhos e acredite, você vai se sentir mal se perder algum deles.

O RUIM O maior fator contra para a maior parte das pessoas é o tempo, pois dá para terminá-lo em menos de 1h se você correr (eu o terminei em 2h). O replay também não é alto. Por um lado, não há longas introduções ou tutoriais (o que é positivo); por outro, as instruções acontecem via ilustrações que, apesar de muito intuitivas, podem causar confusão em certas situações. Por exemplo, em um primeiro momento pode não ficar claro que as raposas não só não oferecem perigo aos filhotes, como servem de fonte de alimento para eles. De qualquer forma, isso provavelmente não vai afetar muita gente pois neste jogo você aprende fazendo, e não há necessariamente como “perder”, mesmo se todos os seus filhotes morrerem. Por fim, dependendo da localização, girar a câmera pode fazer com que ela invada a geometria daquilo que está por trás, como árvores e gramados, pois o ângulo não se ajusta ao relevo. Esta é só uma pequena implicância, mas pode ser irritante de vez em quando.

JOGUE SE GOSTOU DE Proteus, pela atmosfera e locações diferentes, Brothers — A Tale of Two Sons, pela jogabilidade minimalista e temática emocional e familiar.

VALE COMPRAR? Sim, em alguma promoção ou bundle. Eu particularmente paguei U$1 por comprar em um bundle.

Might & Delight, 2013.
Site oficial | Steam (R$16,99)

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