descobrimento

A história de Pathologic não é ficção, ou melhor dizendo, não é inteiramente ficção: ela é baseada em fatos e fenômenos adaptados artisticamente, cuja origem é a vida real.

Costumo comparar meu trabalho ao de um criptógrafo ou um arqueólogo. Trata-se de reconstruir coisas, não inventá-las. Minha tarefa é compreender, decifrar e recriar uma história que se origina além da minha imaginação.

Algumas de suas partes são óbvias do começo – estas não requerem muito trabalho. Um bom exemplo disso é o personalidade de Pathologic e o aspecto em geral da Cidade. Essas coisas não foram difíceis de descobrir.

Mas algumas partes problemáticas simplesmente não estão lá. Elas me fazem sentir como um astrônomo. Ele sabe que deve haver uma estrela de certa luminosidade e peso em uma seção particular da galáxia, mesmo que não a veja por meio de um telescópio; são seus mapas lhe dizem isso. Assim como um astrônomo, estou brincando e mentindo quando coloco meus cálculos de lado e começo a improvisar. A gigante vermelha pode parecer fantástica na minha cabeça, mas ela não está lá.

E, finalmente, há algumas peças que precisam ser primeiro cuidadosa e metodicamente recuperadas. Aqui estão as ruínas empoeiradas de uma antiga habitação. É óbvio onde a lareira costumava ficar: podemos ver a área do encanamento, e os pedaços das cinzas. Mas como era a lareira? Como ela se parecia? O que era cozido nela?

Nikolay Dybowski

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